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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sementes


Vou concluir a minha obra, e se concluirá a obra que não é minha; mas me pertence e eu a ela. Como um presente que pertence a quem o deu... sempre é de quem o deu...
Vou terminar aquele livro, desafiar aquele obstáculo, afastar-me dos olhos vagos, cheios de vazios fáceis...
Vou- me embora por alguns anos, e descobrir o que é distância. Vou recobrar a consciência, por vezes, após a morte da noite.
E quando a ampulheta estiver no fim, eu ainda estarei no começo. Quando a verdade for meu jardim, eu ainda estarei com as sementes. Quando existir alguém pra mim, eu ainda não estarei pronta. Quando chegar o meu fim, vou esquivar-me em outra onda...

Naiane Julie

(texto de Abril de 2008)

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