Veja também O mundo inteiro em:
http://naiane-julie2.blogspot.com

sábado, 13 de outubro de 2012

Igual a mil

 
"Eu preciso ser igual a todo mundo, pra não ser igual a ninguém.."

google imagens
    O sonho mais comum que existe é ter um brilho extra em meio à multidão... 
e sonhar é mesmo muito bom...
 mas nesta ansiedade para ser diferente muitas vezes acabamos exatamente como todo mundo: esquecemos o quanto temos, igual a todo mundo, uma natureza transitória e como essa essência não pode ser alterada.
      Outras coisas também são iguais: as despedidas são as mesmas, e nossa forma de partir continuará como a forma da chegada, todos nós sempre estivemos e estaremos sozinhos
- porém nem sempre.... desamparados.
       Os nossos pequenos momentos de frenesi são semelhantes aos demais, com a diferença de que alguns arriscam um olho por uma noite, outros preferem guardá-lo para o meio... ou para o final.
E depois, ouvimos a mesma música quando há dor, aquela que é cantada pelos ventos interiores. os ventos da alma quando tocam os espaços sonoros, e não nos enganemos, todo mundo os têm.
google imagens
    Esta noite sonhei com balões coloridos, alguns sendo estourados outros sendo soltos pelo céu e alcançaram altura até desaparecerem e passei a pensar em nossas vidas como balões, em nossas "diferenças iguais"e em nossa força interior como parte da exterior, como parte de tudo que pertence ao todo: ar, terra, minerais e esse céu azul sobre nós.
     Nós vamos ser diferentes e livres e especiais, no instante em que sentirmos de forma mansa ou abrupta nossa igualdade de corpo e de alma...
 ...é fácil ser diferente num mundo aonde todo mundo quer parecer diferente...
 
Naiane Julie
13/10/2012
 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Solidão-que nada

Imagem do filme: Na natureza Selvagem

Solidão não é ir embora
nem para o Norte
nem para o Oeste
Atravessar fronteiras
países
ir para 'Pasárgada'...

Solidão é a própria vida 
que inicia num fluxo contínuo 
de ar nos pulmões
e desde já nos ensina
que a dor faz parte da vida
e que a vida É solidão

Solidão não é a terrível
sensação de ficar sozinho
numa noite de inverno
é apenas um pedaço
intrínseco e reverso
do começo, do meio e do fim

Solidão, que nada!
não falo de nada triste
de uma partida
nem de saudade
não falo de espaços vagos
de sonhos que deram errado
ou liberdade

A vida hora ou outra nos lembra
da nossa condição
irrevogável
de solidão..



terça-feira, 10 de julho de 2012

Do fim para o meio

Embora estou sempre à procura do significado contido no fim- sufocados nesses pesadelos que às vezes atormentam-me à noite-, embora saiba racionalmente isso, nunca vou entender completamente.

É como viver à margem do Rio e espiar até onde ele vai dar, sem ter coragem de mergulhar e nadar para descobrir, mas sonhar com a finitude.
É muito alto o preço de encarar a solidão e de encarar nosso inevitável fim.
Mas hoje....
Hoje quero pensar no barulho
... o rio fluindo. 
Não é possível muito, muitas certezas maiores do que isso..
"Deixa-me então, ser o que sou, o que sempre fui... um rio que vai fluindo"*
Afinal, tenho certeza ao menos da suavidade e da constância da correnteza...

Do rio.










"O início... o fim... e o meio...." (Raul)                                    


Naiane Julie




*Quintana

domingo, 29 de abril de 2012


As muitas fomes é o que impulsiona o sonho. Fome de nos sentirmos bem na nossa pele de espécie pensante.
(Lya Luft)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Transitório


Sinto hoje o quanto a vida parece ser
Um sonho impossível de concluir
de melhorar,
findar.
O quanto a natureza transitória das coisas
lembra-nos todos os dias
 que todas as janelas 
que vamos espiar na queda
serão diferentes.
Só que no final... no final não pensamos muito
E por isso sofremos
com os vidros embaçados.
Não quero me agarrar a nenhuma janela
porque sei... uma hora ou outra as mãos escorregam,
quero sentir o vento e a velocidade
pelo menos assim saberei
quanta verdade eu posso suportar.


Naiane Julie
20.04.2012



sexta-feira, 16 de março de 2012

Paradoxos



 google imagens


Mostraram-me um labirinto

eu criei um paradoxo

Corro milhas e milhas

todas as horas

ando descalço..

Ensinaram-me

a não cobrir a cabeça.

O calor do Sol fez desenho

na parede e no meu teto.

Ofereceram-me uma estrada de cactus

eu andei devagar, sem pressa.

Fato é a dúvida nos olhos alheios

Essa é a minha graça na vida.


Naiane Julie

Reconstrução

google imagens


Não cria ser possível ver auroras num inverno tão frio...
Mas é preciso aceitar os invernos da alma.
É essencial ouvir o vento batendo em espaços vazios,
para descobrir a amplitude, a largura e a altura.
de modo a se fortalecer, sem distração e com muitas cinzas...
porque depois, quando não houver mais nada
então é possível reconstruir
com a verdade
e com a força...
Eu vejo auroras ao meu redor em todo inverno!


Naiane Julie