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sábado, 14 de maio de 2011

Sonho

        

         Os sonhos sempre foram muito intensos na minha vida. E quando falo em sonho neste momento é do sonho que se tem quando estamos dormindo, involuntários até certo ponto e incontroláveis. Esses instáveis.
        Pesquisei. E nos dias em que lia sobre o assunto, à noite sonhava com uma corda gigante com a qual laçava nuvens, mas elas tinham mais força e me arrastavam. Depois disso resolví fazer com meus sonhos o que faço com o que me excede: escrever.
        Já descreví alguns deles em pequenos trechos e estão sempre lá em uma ou outra nota de um texto. Mas descrevo integralmente poucos. Tento extrair deles o sentido poético que porventura consiga compreender. Já tive muitas vezes a impressão, especialmente quando consigo lembrar-me com clareza deles, que não são meus. Como se todos os sonhos tivessem um lugar só deles, e todos eles pertencessem a todas as pessoas, como se fosse essa mais uma das formas de nos ligarmos enquanto humanos e iguais.
        É assim também quando sonho com você. E ainda acordo com a sensação de que tivemos o mesmo sonho no mesmo momento, aparentemente ilógico, mas eu sinto.
        Escrevo como leigo da mente humana, de todas as respostas já encontradas. Mas a poesia como dominio para além do conhecimento científico foi a forma subjetiva que escolhí dessa vez.
       Eles são meu movimento sísmico da energia que origina a matéria, ilustração da força involuntária, organização molecular das farpas mágicas.....
.... Ah! Eu sonho, logo existo.


Naiane Julie
Outono 2011

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