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sábado, 12 de março de 2011

PACIÊNCIA III


Uma pessoa inquieta nunca deixa de ser inquieta. Os momentos de paz completa é que são intermitentes, e terminam com dor de cabeça ou falta de ar, ar puro, um que a inquietude traz. Calmamente a respiração fica lenta, o mundo transborda no impasse de um passo realizado, dado por alguém paciente, que eu não sou.
Depois, me falam para sentar em frente a janela e ver com calma a vida acontecendo lá fora. Não há nada que me dexe mais inquieta. Todas as vidas parecem minhas, deixo de espectar. Meu mundo se transforma num pedaço resumido de vida e à essa altura já estou na rua, é assim que se tem pressa para pegar o trem das cinco. De novo a mesma ânsia, do novo, quente, da perplexidade. Não há como negar que esse alguém que está em mim também sou eu.

"Escrever é poesia, é dar corda para a inquietação".  (Alberto Martins)

Um comentário:

  1. Quando me aquieto por completo logo logo minhas pernas começam a mostrar de alguma forma quem sou eu... um balançar que as vezes consome muito, mas muito mais energia do que se eu estivesse correndo por aí...

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