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sábado, 29 de janeiro de 2011

Entre tesouros e escombros: Liberdade (Parte I)

 
Quando nos sentimos livres não significa que estamos vivendo em liberdade. Às vezes, nosso corpo está livre e nossa alma presa. Outras vezes, nossa mente está livre quando nosso emocional tolera o aprisionamento. E é assim quando deixamos que tudo domine, quando permitimos que todas as nossas vertentes que gritam por expressão tenham espaço.
 Sem querer, podemos nos ver debaixo da lei de alguém - que julgamos amar- de maneira inegociável. Talvez pela sensação de culpa, como se não conseguíssemos fazer todo o bem que essa pessoa espera, como responsáveis pela sua felicidade.
E existem formas mais sutis ainda - como sensações/ sentimentos (?) - que nos controlam absolutamente antes mesmo de as conhecermos, entendermos, experenciarmos o suficiente. E é claro que alguns não criam imunidade nunca.

E toda essa massa etérea nos priva , nos rouba a chamada liberdade- no amor. E nossa maior dificuldade é dosar até aonde essa liberdade recolhida vale o preço de ser tomada.

É justo quando aprendemos algumas lições sobre liberdade que a vida nos detém na vontade de ser livres. Essa vontade é a própria prisão.



Verão de 2011
Naiane Julie

Um comentário:

  1. Bonita reflexão!
    Só podemos ser livres porque poderíamos estar presos. E vice-versa.

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