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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Paciência

Eu sei que algo de bom nos aguarda, algum mistério inerente à vida, a felicidade e sua linha tênue, a paz que as noites claras nos trará.
Eu sei que algo excelente nos espera, não por estar escrito e sabido, mas por estar em nossos horizontes, quando olhamos com desejo de que a vida seja maravilhosa.... e ela já é.

Naiane Julie  (DD)


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dois elementos



Seu abraço congela- me
não de frio, nem de falta, mas de excesso de calor
congela de tal modo, que não sei o que passou.
Congela pensamentos, congela e eterniza
enquanto só consigo, sentir a suave brisa.
Tenho medo dessa força e do vício que a acompanha
Medo que quando não esteja, toda noite seja estranha
Que depois de subir essa tão alta montanha
Queira perder- me, sem vontade de descer
Tenho medo desse sopro, desse fôlego que traz...
Esse êxtase infinito que só você me faz
Medo de amanhecer e descobrir- me sem paz
Por não sentir seu cheiro e não saber
como ficar sem ele mais.


Naiane Julie (DD)




domingo, 19 de setembro de 2010

Veste prata, iluminada

Se eu brinco de ser feliz não é porque não seja.
Mas é porque a felicidade existe pra ser usada. Não dá pra esperar ela transformar minha alma pro meu corpo reagir e minhas atitudes refletirem a mudança. Isso é utópico.
Ela é uma roupa que deve ser vestida. Ela é um jardim que deve ser cultivado.
Quando eu acordo de manhã lembro de escovar os dentes, tomar banho, me vestir. Mas, as peças fundamentais quase esqueço e deixo em casa. Ninguém olha pra você e pergunta: Cadê a felicidade, perdeu em alguma esquina? Mas perguntam: Pegou os documentos do carro, as chaves? a carteira? ....  Decerto o mundo é mesmo pouco humorado.

Eu não ligo, porque ninguém pode me roubar essa veste prata e iluminada, ela fica ao meu dispor, basta apenas eu vestir..........

Naiane Julie

Olho por olho deixa o mundo cego




Ele me causou uma dor profunda e eu não falei.
Eu não contei para os meus amigos, eu não escrevi em nenhum cantinho da agenda, eu não conversei com o meu cachorro, nem confessei para as paredes. A dor me fez engolir sem mastigar, foi fundo na minha fraqueza. Sempre as fraquezas...
O meu medo, a minha angústia é problema meu, mas agora, é problema dele, porque a mágoa é como a criança que cai no buraco do chão, o buraco é a fraqueza.
Não posso evitar o medo, só me resta demostrá- lo em outra ocasião conveniente, quando ele estiver frágil, quando estiver com o coração aberto, eu vou ferí-lo e ver sangrar, eu vou ver seus olhinhos apertarem - se nos cantos e a máscara social cair.
Não farei isso porque quero seu mal, eu vou fazer isso porque é "olho por olho"....  somos "olho por olho". Quando eu sentir que dói nele a intensidade da dor que ele fez doer em mim, mesmo sem que soubesse, e ouvir ele falar que eu não tinha motivo para aquela atitude, vou me sentir cega.
As fraquezas nos cegam... o medo nos revela.

Eu só quero o dom de conhecer- me a ponto de saber que sou eu.. e não ele. Quando o erro é meu- das minhas fraquezas- e não dele.
Eu só quero lembrar, que "olho por olho" deixa o mundo cego...


Naiane Julie

domingo, 12 de setembro de 2010

Colunas de Areia




Distrações
e o dia passa...
coisas "importantes"
Coisas ""... pessoas ""... coisas "" pessoas ""...
Quero minhas colunas feitas de material resistente
sustentar- me no que é superior
Há algo superior às relações humanas: a relação com Deus
com a natureza
com a arte
com nosso interior
Primeiro, vou sustentar- me nisto. Conhecer meu corpo, minha identidade
e depois ficará fácil ter relações sociais sadias.

Minhas colunas precisam ser fortes
menos ansiedade, mais intensidade

Tudo de material e aparente que não preciso ter
é prova do quanto forte sou interiormente
o quanto rica sou espiritualmente
o quanto leve, mentalmente

Do pouco que sei, resgato
"o império do homem é interior".


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Utopia de delírios


Essa é terra dos meus sonhos
a utopia dos meus delírios
a desvirtude dos meus desejos
e a essência do meu impulso.
Esse é o medo, o melhor medo
que me revela enquanto engano
a mim e a outros com as palavras
com o eufemismo da poesia.
E é o Sol
quando viajo
em lembranças de um rio constante
as lembranças me fazem e desfazem
pouco poder detenho sobre elas.
Mas sei que é o tempo que me invade
seja ele a medida que o mundo dá
sei que é o tempo que me sustenta
na inexperiência quando eu pisar.
Eu tenho medo dos precipícios
de não voltar a epiderme
essa vertigem semi- insensata
essa alegria nunca eterna.

Naiane Julie
10/09/2010