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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Morrer não dói?


E com o passar dos dias fica mais fácil compreender. Mas a amizade é algo muito forte, especialmente quando acontece desde criança. Nos sentimos um pouco responsáveis pelas ações do outro. Como se tivéssemos a obrigação de salvar um amigo do abismo, o dever de fazê- lo ver os limites da "felicidade e do abismo". Mas você mesma disse: pensamos diferente sobre o que é felicidade. E quando disse que se sentia como uma borboleta que arrancaram as asas, a resposta da Rê tinha a ver com uma decisão um tanto óbvia. A escolha é viver sem asas com a possibilidade de viver para sempre, ou aceitar que uma borboleta vive apenas 24 horas, ela encanta mas por tão pouco tempo! Ela pode voar longe, mas esse pouco tempo limita qualquer sonho a longo prazo. E estes sonhos que temos tão visíveis, são temporários.


E o Cazuza dizia: "A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói."

Bom, se você estiver decidido, de fato, morrer não dói. Se a causa da morte for tão válida que supere o medo, realmente, morrer não dói. Mas se tudo isso for só ser marionete de sentimentos insensatos, ah! então morrer (em algum momento) ... dói demais.

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