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sábado, 21 de agosto de 2010

Na natureza selvagem (Filme)




Indico o filme NA NATUREZA SELVAGEM.
Este vídeo faz uma associação interessante com um trecho de Nietzsche.

sábado, 14 de agosto de 2010

Sem ensaios


Vamos festejar
a paz que pode existir
Não observada, mas muito almejada
Dom enobrecido (de corações puros)
Peito em equilibrio, mente em alívio.

Vamos festejar
Quando o vento sopra, quando o Sol arde
Quando uma folha cai no chão, pra isso nunca é tarde
Quando enxergamos, o visível e o invisível
Quando não se nega que tudo é possível

Mas vamos, vamos festejar!
Que hoje, que esse instante, é único e impreciso
Pois está à mercê
de cada rabisco nosso
Está branco, sem escrita
Sem desenho e sem cor
As cortinas vão se abrir...

Então venha, venha festejar
A união quase extinta
Mas alimente esse sonho bom
A amizade quase aflita,
mas que ainda vence a imperfeição
E o amor! Este é o clímax
Basta pra isso... dar a mão.

Naiane Julie

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O "Delicado Essencial"


"Um guerreiro samurai, conta uma velha história japonesa, certa vez desafiou um mestre zen a explicar o conceito de céu e inferno. Mas o monge respondeu-lhe com desprezo:
- Não passas de um grosseiro... Não vou desperdiçar meu tempo com gente da tua laia!
Atacado na própria honra, o samurai teve um acesso de fúria e, sacando a espada da bainha, berrou:
- Eu poderia te matar por tua impertinência.
- Isso - respondeu calmamente o monge - é o inferno.
Espantado por reconhecer como verdadeiro o que o mestre dizia acerca da cólera que o dominara, o samurai acalmou-se, embainhou a espada e fez uma mesura, agradecendo ao monge a revelação.
E isso - disse o monge - é o céu. "

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Petis



Se petis significa pequenina... pode até ser. Mas pra mim, a imagem que vem a mente é de um gatinho ronronando quando o dono coça a barriga e o pescoço, e cura a tristeza do dono: momentameamente. Mas é um bom negócio ter um gatinho pra curar a tristeza, pra ouvir o barulho que faz quando sente carinho. Acho que esse ruído amortece até o maior embrutecimento que existe, é o som oco da alma de um ser que não entende, mas sente, e isso, basta. Quanto mais penso nisso, mais percebo que petis é isso, não é o gato em si, nem uma menininha assoprando um dente de leão e fazendo o pedido mais gracioso do mundo, nem é um passarinho alimentando um filhote faminto, ou qualquer outra coisa do tipo, não, petis é só esse som, só ele e nada mais. Mas é ele que alegra, o dono sabe que não precisa de muito pra ouvi-lo, só estar perto. E depois de pensar nisso, cheguei em casa, e o gato branco da minha irmã passou pelas minhas pernas e ficou ronronando....

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Um sonho de criança



Desde criança tenho um sonho, que eventualmente vem me visitar. Nele estou num penhasco de braços abertos, só se vê o céu, árvores, verde e azul. Olho para baixo, respiro fundo... e me jogo. Pouco antes de chegar ao chão, meu corpo emerge do vazio, como um vento me puxando, subo em uma altura assustadora, mas não pra um sonho, por isso, não me assusto. Desvio das árvores e depois, passo por entre as nuvens. Poderia ignorá- lo se ele vez por outra não acontecesse de novo. É sempre o mesmo lugar, sempre o mesmo sonho. Ele me importa por ser inspirador. E eu penso que é bom ter um sonho de criança me acompanhando, me faz lembrar da fragilidade que todos nós temos. É frágil ser um adulto com um sonho de criança.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Morrer não dói?


E com o passar dos dias fica mais fácil compreender. Mas a amizade é algo muito forte, especialmente quando acontece desde criança. Nos sentimos um pouco responsáveis pelas ações do outro. Como se tivéssemos a obrigação de salvar um amigo do abismo, o dever de fazê- lo ver os limites da "felicidade e do abismo". Mas você mesma disse: pensamos diferente sobre o que é felicidade. E quando disse que se sentia como uma borboleta que arrancaram as asas, a resposta da Rê tinha a ver com uma decisão um tanto óbvia. A escolha é viver sem asas com a possibilidade de viver para sempre, ou aceitar que uma borboleta vive apenas 24 horas, ela encanta mas por tão pouco tempo! Ela pode voar longe, mas esse pouco tempo limita qualquer sonho a longo prazo. E estes sonhos que temos tão visíveis, são temporários.


E o Cazuza dizia: "A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói."

Bom, se você estiver decidido, de fato, morrer não dói. Se a causa da morte for tão válida que supere o medo, realmente, morrer não dói. Mas se tudo isso for só ser marionete de sentimentos insensatos, ah! então morrer (em algum momento) ... dói demais.

domingo, 1 de agosto de 2010

Se eu pudesse


Se eu pudesse destrinchar os universos
e dizer ao que é reverso:
- Me encaminhe a uma só luz!

Se eu pudesse resistir a tantos versos
esquecer o que é incerto
e sozinho se produz

Eu seria o mesmo ser que tanto vejo
Também com medos e desejos
E quem sabe alguma dor

Mas longe estaria de tantos precipícios
Constantemente a correr riscos
Sem entender qual o valor

Se eu aprendesse a caminhar com a humanidade
Estar alheio a boa vontade
Imune ao medo do amor

Seria olhos mais fechados
Coração menos dilacerado
Mas incompleto no final

Se eu pudesse talvez escolhesse
Exatamente igual.

Naiane Julie - 2007

Faz parte do show (Parte I)




Eu tentei mergulhar num profundo silêncio para ver se a verdade emergia. È um estado fascinante esse. Eu sinto alguma coisa correndo, não como parte, mas como o todo, como se fosse tudo que eu sou. E é tão intenso e bom e ruim, e o inferno e o céu, e a cura e a destruição, e a dor e a dor e a dor. Porque é mero estado, eu sei, mas é o mais marcante e esclarecedor, meus olhos abrem, e esse é o preço de abrir mão da esperança constante da qual queremos acreditar. Eu sei que existem respostas! Mas o show da vida é assim. È aceitar ser atingido ou não, crescer ou não. A única coisa que desejo hoje é uma resposta verdadeira. Uma única resposta que una a verdade e uma boa notícia. O amor pode acontecer e ser puro? A vida pode ser mais clara e fácil? Eu posso viver do meu modo e não ouvir nenhuma palavra de desaconselhamento? Eu posso? Eu posso? É eu posso. Eu devo? Se estiver disposta a romper com valores desnecessários, se estiver disposta a morrer para ver a vida com outros olhos. O que eu quero é pouco, é interno, é abstrato, é tudo de mais subjetivo que já existiu. E existiu onde? Em vagas menções de algumas pessoas que permitiram. Mas quase nenhuma delas soube explorar sem quase morrer. Eu quero viver! Mas quero uma lembrança melhor que essas tão sujas palavras, que essa imperfeição, esse cansaço. Eu quero lavar a alma, mas as águas são sujas. Ah! E isso, essa revolta, também, eu sei, faz parte do show....