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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um grito



Então, é isso. A ilusão é duradoura, a esperança o mal necessário, a cura é o que alguns consideram loucura, ou são indiferentes. Escrevo para meu ganho. Tranquilidade fundada em movimentos leves e falhos. A civilização que ensina a guerra, tem seus passos ternos de atenção a poesia, em qual parte do coração cabe essa fraqueza?
Eu quero não ser densa, quero escrever para quem lê, mas meu impulso é rasgar a folha, cuspir palavras ao vento, escrever com os quatro elementos. Deixar o fogo queimar, usar a água pra afogar. Chamem de insutileza, xinguem de insanidade, falem negativamente, gritem em minha face. E quanto mais insatisfação verei em alguns olhos, tanto mais imaginação sairão dos meus poros, lágrimas, sangue. Esse desejo de trair o mundo, como ele trai. Pois quando se escreve com sangue, não se pode apagar.

Naiane Julie

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