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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um grito



Então, é isso. A ilusão é duradoura, a esperança o mal necessário, a cura é o que alguns consideram loucura, ou são indiferentes. Escrevo para meu ganho. Tranquilidade fundada em movimentos leves e falhos. A civilização que ensina a guerra, tem seus passos ternos de atenção a poesia, em qual parte do coração cabe essa fraqueza?
Eu quero não ser densa, quero escrever para quem lê, mas meu impulso é rasgar a folha, cuspir palavras ao vento, escrever com os quatro elementos. Deixar o fogo queimar, usar a água pra afogar. Chamem de insutileza, xinguem de insanidade, falem negativamente, gritem em minha face. E quanto mais insatisfação verei em alguns olhos, tanto mais imaginação sairão dos meus poros, lágrimas, sangue. Esse desejo de trair o mundo, como ele trai. Pois quando se escreve com sangue, não se pode apagar.

Naiane Julie

Medindo o horizonte


Existe uma hora do dia especialmente importante. É quando o Sol nos avisa que vai mandar o dia terminar. Ele não se pôs ainda, mas suavemente se coloca no lugar perfeito, como se estivesse caindo do horizonte e ao mesmo tempo, parece tão próximo.
Essa hora é tal como um ensaio. O dia nos ensina a sentir o fim de algo, de um dia. E, mesmo sabendo que haverá uma amanhã, não temos total certeza disso. Aprendemos que os planos podem não sair exatamente assim... aprendemos que nem sempre, o fim é ruím. Eu aprendo, nesse momento, que o céu também cura... só assim... medindo o horizonte....

Naiane Julie
30/07/10

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ainda não

Preciso escrever mas não consegui assimilar. Parece que minha mente bloqueou a idéia. E fica mastigando, não engole. Fica atrapalhando meus momentos. Ela fica cutucando, insistindo, mas não quero me salvar dela agora, ainda não quero me curar dela. Quero essa pedra, porque não quero me despedir. Deveria?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

[...]

- Annita...diz palavras que não vive. Diz palavras que nem sequer entende. Se tivesse encontrado essa realização não estaria aqui comigo. Ademais, o que quer dizer me soa como acomodar- se, aceitar, fechar os olhos. Eu sou isso. Viver uma fantasia me sufocaria, eu já tentei acredite. A investigação do meu próprio ser é o que me mantém viva ainda, se o desespero for o preço, estou pagando. Eu só quero mudar em cada lua cheia.

-E se você nunca parar?
Sarah olhou para os pés, para a janela e suspirou.
-Alguém me parará.

[...]


Naiane Julie

quinta-feira, 8 de julho de 2010

É mais (Parte I)

Buscamos sempre alguma coisa num beijo. Buscamos, sabendo que ela é indefinível. Sabendo que é transcedental, que não dura muito em tempo, mas é infinitamente intensa. Essa busca não é lógica, não é ganha por um preço. É espontânea e até irracional. Mas é parte de uma resposta para perguntas racionais. Porque somos medo e desejo. Porque somos a tensão tola. A resignação falsa. A tentativa fiel.
E isso tudo se resume num momento que transporta e une energia. É preciso recarregar a alma.

Naiane Julie