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segunda-feira, 7 de junho de 2010

A HISTÓRIA DE UM SONHO (Trecho)


[...]

Ele entendeu. Vendo- a rebaixada pela natureza simplória e mortal mas tão reerguida pela transcendência de seu ser, tudo ficou claro. Ainda conversavam.
- Vê as cadeiras? Meus pais vieram me visitar hoje. Estão na cidade. Pedi que fossem dar uma volta para conversarmos. Eles te conhecem Benjamin, conhecem muito bem.
- Existe algo em você que não resista? – Ele olhava para baixo quando interrompeu a conversa.
- Não estou resistindo, Benjamin. Não compreende porque não está em meu lugar. Não consigo sentir mais a tristeza que pensas que deveria sentir, eu já a ultrapassei. Mas não pense que lutei contra ela. Não. O processo foi natural. E veja, eu conheci você, basta para mim.
- Para mim não.
- Não deixes a arte confundir- te com ansiedade. Ser muito não significa conseguir demonstrar tudo numa vida. Entende a contradição? Querer expandir o tempo é um erro. Sinta- o, é só o que de melhor podemos fazer para não perdê-lo desejando que ele floresça para ser perene. Ele já é, Benjamin. Será para ti, se senti-lo como eu sinto.
- Está tentando me ensinar uma lição que não estou pronto para aprender.
- Eu sei, estou plantando as sementes.


[...]Naiane Julie

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