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terça-feira, 8 de junho de 2010

A Névoa

[[Início, sem continuidade até o momento]]

Enquanto o vento soprava embrutecido no jardim de casa e fazia as árvores dançarem na penumbra do início da noite, eu observava calmamente pela janela, fixada em cada vai- e- vem, em cada folha exígua que caía na terra seca. Meu pai me observava na porta da sala, eu sabia. Mas entendo apenas hoje porque ele ficava parado, quase imóvel, me examinando. Porque eu não me parecia com ele, também não lembrava em nada a mamãe. Eu era sobretudo, ele dizia, como "um sonho de uma noite de verão", que eu era a "própria poesia". Imagino que ele quisesse expressar minha abstração, profundidade, mas ele é que demonstrava sensibilidade em usar palavras tão delicadas. Eu tinha aflorada uma espécie de gratuidade, me doava sempre sem desejar nada em troca. Mas, quando ele se foi, isso mudou um pouco. Senti que tinham me roubado e não quis me doar mais. Aos doze anos meu intuito passou a ser encontrar em alguém a pessoa que eu perdí e poder lhe perguntar muitas coisas, porque ele sabia quem eu era mais do que eu.

[...??? a idéia está completa, só falta tempo para escrever- Arte x Tempo, Capitalismo x Arte......ahhhhhhhh]

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